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   Economia :: Artigos

 
 
Leis Gerais, Custo de Produção e Capitalização
26/08/2003
 
Escrito por:
Manoel Ruiz
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O tema "Produção" foi dividido em três partes "Conceito de Produção", "Fatores de Produção" e "Leis gerais, custo de produção e Capitalização". Os quais são encontrados na lista de artigos da sociedade de economia.

Leis Gerais da Produção.

É importante conhecer os fatores da produção, para que possam ser reunidos e combinados, sempre que for elaborado um projeto empresarial. Para se fazer projetos econômicos, são reunidas as estimativas dos gastos em geral e os benefícios previstos, rendas ou receitas. É importante a avaliação das vantagens e desvantagens do uso dos fatores de produção disponível de um país, tendo como objetivo a produção de bens econômicos.

Este texto é importante economicamente para a compreensão da teoria da formação do preço e também para o estudo da distribuição da renda nacional ou social.

A empresa é voltada para a produção, então ela se destina a produzir bens e serviços observando a reunião ou combinação dos fatores de produção.

Vamos falar a seguir neste artigo das Leis Gerais da Produção, como a lei do rendimento crescente e a lei do rendimento decrescente.

Esta matéria pode ser sintetizada ao estudo da lei da proporção dos fatores de produção, (denominada também por lei do rendimento não proporcional, lei da produtividade crescente e lei das proporções definidas), sendo que o rendimento crescente e o decrescente são considerados períodos diferentes do mesmo processo de produção.

Os princípios, ou leis de algumas ciências são regulares, exemplo é a Química com a produção de água, que é o resultado da combinação de duas moléculas de hidrogênio e uma molécula de oxigênio (H2O). Quando não existe regularidade na dosagem ou reuniões dos fatores de produção para as empresas (nem para as que exploram as mesmas atividades), alguns autores fazem uma avaliação nesses casos, como uma tendência para o rendimento crescente ou para o rendimento decrescente, sem dar-lhes o caráter de leis como em outras ciências.

Depois de esclarecer alguns pontos, vamos continuar às nossas considerações, usando as denominações tradicionais que são: leis do rendimento crescente e decrescente e lei da proporção dos fatores da produção.

Quando falamos da proporcionalidade dos fatores de produção, destacamos a importância para os empresários ou à economia das empresas, porque a produção de bens e serviços envolve vários aspectos, que vamos destacar a seguir:

1º Custo de produção (principalmente o custo dos fatores de produção).

2º Divisão do trabalho (considerado um dos princípios fundamentais da organização racional do trabalho. O trabalho dividido resulta em maior e melhor produção).

3º Concentração das empresas (principalmente a localização estratégica das empresas visando às facilidades na obtenção das matérias-primas e a da força do trabalho, isto é, mão-obra).

4º Produtividade ou rendimento (é considerado um índice que revela o grau de aproveitamento integral dos fatores de produção disponíveis).

5º Determinação de preços (visto de regra, os preços dos bens econômicos é estabelecido em função dos custos dos fatores de produção).

Os cinco aspectos têm influência direta nos resultados, quanto a maior ou menor qualidade e quantidade dos fatores de produção.

Os enunciados das leis do rendimento crescentes e decrescentes ficam assim:

1º Lei de rendimento crescente: Com o aumento da produção vem automaticamente o aumento dos recursos (fatores de produção) importante para este objetivo. Porem isto acontece até um certo limite, o qual foi denominado máximo rendimento crescente ou eficiência; a partir daí prevalece à lei do rendimento decrescente.

2º Lei do rendimento decrescente: Normalmente quando atingi certo limite, as despesas podem aumentar (custo dos fatores de produção), porém a produção não é proporcional aos gastos efetuados.

Os economistas da escola clássica ou ortodoxa observaram primeiro no setor agrícola, o fenômeno do rendimento crescente e decrescente, então surgiu o conceito: "Todo acréscimo de produto se obtém por um aumento mais do que proporcional na aplicação do trabalho a terra".

Seguindo esse raciocínio, podemos analisar o fenômeno assim: Quando aumentamos o trabalho, os adubos e as sementes em determinada extensão territorial, nota-se a principio um aumento de produção. Observamos que se continuar aplicando recursos disponíveis à produção tem um acréscimo para em seguida decrescer, então o rendimento agrícola não será mais proporcional aos gastos efetuados.

O mesmo ocorre com a produção industrial, ou em qualquer produção. Não existe uma precisão matemática, porém a tendência revele que os resultados não são proporcionais às despesas efetuadas (maior emprego de fatores de produção).

Concluímos que para os empresários e o governo é importante saber dosar (qual proporção) os fatores de produção, para se obter o máximo rendimento da empresa ou do sistema econômico.

O aumento sucessivo da quantidade de um fator de produção, combinado com uma quantidade fixa de outro fator de produção e se mantendo constante, o produto em relação ao fator variável crescera mais que proporcionalmente, devera atingir o máximo, depois decrescerá.

Quando se faz acréscimo em alguns fatores, relativamente a outros fatores fixos, a produção cresce, porém quando ultrapassar certo ponto, o acréscimo do produto resultante de igual adição de fatores se tornará cada vez menor, observa-se um decréscimo de rendimento extra, o qual é o resultado do fato de que as novas doses dos fatores variáveis têm de trabalhar com quantidade cada vez menor do fator fixo.

Alguns economistas reconhecem que a lei dos rendimentos decrescentes é um fenômeno regular econômico técnico, freqüentemente observado, porém é difícil determinar o melhor ponto para a reunião ou combinação dos fatores de produção, para se obter um rendimento máximo da produção.

O economista austríaco Joseph A. Schumpeter (1883-1950) desenvolveu a teoria das leis do rendimento no sentido de que existe um ponto ótimo na reunião dos fatores de produção cujo resultado é o rendimento máximo.

Neste artigo foi tratado o caráter relativo das leis econômicas, todas essas considerações embora sejam básicas, porém é importante e interessa aos empresários, quando tem como objetivo reunir os fatores de produção, e também aos que pretendem compreender a teoria da formação dos preços, bem como a questão de grande importância na atualidade, que é a distribuição da renda nacional (ou social).

Custo de Produção

A produção é um fenômeno econômico que produz bens e serviços para serem comercializados (troca ou permuta). Na qual a produção é o resultado da ação humana, ela exige, um sacrifício (ou esforço) e também o aproveitamento de outros bens econômicos.

O esforço humano (mão de obra ou trabalho) e também o uso dos bens como: equipamentos, máquinas, matéria-prima etc., foi denominado de "custo". Então a produção de bens e serviços gera um custo, não se tem produção sem custo.

Quando a produção tem como consumidor o próprio produtor e sem a aquisição de materiais comprados, o que dificilmente acontece, neste caso o custo é baseado somente no esforço produtivo. Exemplo: a pessoa que busca a água no rio, tem como custo somente o esforço, o trabalho.

No passado o homem trocava os produtos que produziam ou que estava sobrando, (troca direta) por outros produtos para satisfazer as suas necessidades, mas com o passar do tempo iniciou-se a fase da troca indireta, onde a troca ocorria através da moeda ou do credito, então o custo de produção passou a ser avaliado em dinheiro, obtendo assim uma expressão monetária.

Existem duas definições de custo de produção que são: Definição de sacrifício e definição da confiabilidade de custos.

1. Definição de sacrifício: Os custos de produção têm origem quando é realizado um ato concreto, (quando produzimos certa quantidade de mercadorias) é a soma de valores sacrificados para completar um ato.

2. Definição da confiabilidade de custos: Defini-se como custo o consumo, quando avaliamos em moeda corrente do país, os bens e serviços voltados para a produção e que venha a constituir o objetivo da empresa.

O nosso próximo passo é estudar a sua classificação de custos, que são muitas, encontradas principalmente em livros que estuda a disciplina Contabilidade de custos, composta de custos diretos (mão-de-obra e materiais) e custos indiretos (mão-de-obra indireta e outros gastos indiretos).

Em Economia a classificação de custos tem pouca diferença, a qual se resumi no modo de ver a questão.

John Maynard Keynes nasceu em Cambridge, Inglaterra (1883 - 1946), considerado o maior economista do século XX. Escreveu várias obras, das quais podemos destacar a publicação em 1936, do livro "Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda", na qual faz criticas as escolas clássicas e neoclássicas, ele considerava os fatos econômicos pela ótica individual (microeconomia), denominada de parcial. Esta teoria chamada de Geral estuda a economia global (macroeconomia).

A sua teoria teve grande repercussão, fazendo uma revolução na economia, a qual foi denominada "Revolução Keynesiana". O autor ao tratar do conceito de renda, define os vários custos que integram a produção de bens econômicos. Alterando o seu texto original podemos classificar em duas categorias gerais que são: custos primários e custos suplementares.

Custos primários: subdivididos em "custos dos fatores" e "custo de uso", são voluntários. Significa que dependem de decisões dos agentes de produção que são os empresários.

Custos suplementares: subdivididos em "custos de obsolescência" e "custos fortuito", são involuntários, quer dizer não dependem da vontade dos agentes da produção.

Classificação de custos:

Custos primários (voluntários).

A - "Custo dos Fatores": pagamento aos fornecedores dos fatores da produção.

B - "Custo de Uso": 1º Utilização de bens adquiridos de outros empresários. 2º Depreciação do capital fixo (equipamentos).

Custos suplementares (involuntários).

A - "Custo de Obsolescência: O equipamento com o passar do tempo perde seu valor por se tornar obsoleto, então se tem a perda do equipamento de produção, que é denominado capital fixo, isso ocorre independentemente do desgaste físico. É uma diminuição involuntária do valor do capital, porem prevista pelo empresário. Em alguns casos este fato ocorre devido à existência de equipamentos mais modernos, deixando ultrapassada os equipamentos industriais. Então se tem aumento de custos nas industrias com equipamentos obsoletos. A denominação "desinvestimento" é quando a empresa desativa os equipamentos de produção danificados ou ultrapassados.

B - "Custo Fortuito" (involuntário): A redução do capital pode ocorrer por vários motivos inesperados como roubos, incêndios, enchentes etc. Nestes casos deve-se reconhecer a redução do capital e patrimônio da empresa. A nossa legislação reconhece que pode haver tais ocorrências, permitindo a regularização de seus registros contábeis, para que seja retratada a verdadeira situação econômico-financeira da empresa.

O que vamos ver a seguir é muito importante o seu entendimento, porque mostra o que ocorre na micro e na macroeconomia, mostrando igualdade da produção global do sistema econômico. Veja como fica a fórmula:

Produção global = Consumo + Investimento = Renda global.

Podemos afirmar que toda produção econômica tem um custo, o qual tem influencia na formação do preço de venda para o consumidor, com qualquer metodologia adotada para o seu cálculo.

Capitalização.

Em economia, "capitalização" é o processo de formação de novos capitais. São investimentos em novos bens de produção, com prioridades para os capitais fixos, que são os equipamentos, instalações, máquinas etc. O aumento de estoque de capital pode ser denominado também de "acumulação".

O investimento é uma percentagem da produção não consumida (denominada de poupança), destinada à formação de novo capital, e que no próximo período deve gerar um novo ciclo de produção.

Quando se fala em desenvolvimento econômico, é importante que seja destinada uma percentagem crescente da produção de cada período para o investimento. Dessa forma poderá crescer os bens de produção a cada ciclo.

O aumento da produção e a renda nacional dependem da capitalização, pois é bom lembrar que para se elevar à renda nacional tem que se produzir mais. O país só pode distribuir o que produz.

Os países subdesenvolvidos devem ficar atentos para esta questão, para poder crescer economicamente. Normalmente esses países têm baixa produtividade, produzem menos por hora trabalhada, gerando uma renda percapita bem menor que nos países desenvolvidos. Com esse quadro de baixa produtividade, onde a produção é menor que o consumo, os problemas sociais aparecem. Os países de Terceiro Mundo onde o Brasil esta incluído, devem tentar mudar esse quadro, aumentando gradativamente a capitalização, com isso melhorar as condições sociais e econômicas.

Investir é fundamental para o sistema econômico, ponto em que a maioria dos economistas concorda. O economista polonês Michal Kalecki (1899-1970) afirmou que a falta de investimentos para os países subdesenvolvidos constitui um problema muito crítico. Alguns países sofrem pela falta de investimento e ainda passa pelo processo de "desinvestimento" onde seus equipamentos de produção são desativados.

Vamos analisar os investimentos quanto a sua origem, para que possamos adquirir os conhecimentos necessários para o entendimento das estatísticas nacionais, que são publicadas em revistas e boletins públicos ou particulares. A origem do investimento é classificada em "interno" e "externo".

São considerados investimentos internos aqueles gerados no próprio país, já os externos pode vir de qualquer país do mundo, sendo que o destino dos dois é a formação bruta de capital fixo da economia nacional. O capital fixo compreende os aumentos ocorridos durante um ano nos equipamentos de produção, e o objetivo aumentar a produtividade do país. A origem desses investimentos é: "A poupança bruta" e "o saldo em transações correntes com outros países".

Quando falamos em investimento interno, a poupança bruta tem origem de dois setores privado (empresas e famílias) e publico (governo). A poupança bruta do governo muitas vezes pode ser negativa porque a receita é menor que as despesas. Neste caso é denominado déficit público nominal, quando o valor alto reflete o peso da máquina estatal. Neste caso o governo é obrigado a recorrer ao setor privado ou outros países. Isto ocorre com o Brasil e a maioria dos paises subdesenvolvidos, que é um problema muito sério.

Tudo que o país compra e vende no mercado exterior forma um saldo que corresponde ao resultado apresentado pelo balanço de pagamentos, que pode ser positivo ou negativo. Quando o saldo é positivo chamamos de superávit, o qual deve ser deduzido do valor da conta de capital. Mas se o saldo for negativo chamamos de déficit, seu valor deve ser somado ao investimento bruto do capital fixo.

Vamos analisar outro fluxo na Conta de Capital: variação de estoques. Soma-se seu valor positivo, para se chegar ao valor anual da acumulação bruta interna. Este valor ou fluxo é a diferença entre entrada e saídas de mercadorias no estoque de produtos semi-acabados, matérias primas etc. das empresas e que não fazem parte do capital fixo das mesmas. No Balanço patrimonial das empresas, estes bens não figuram no ativo imobilizado.

A taxa de capitalização em Economia é utilizada para avaliar as oscilações do investimento em vários períodos ou anos. Essa taxa é medida em percentagem de formação bruta de capital fixo, em relação ao produto interno bruto.
 


 

 

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